Na busca pela valorização dos resíduos orgânicos, Floripa adota a mudança de hábitos. Reduzir, reutilizar e reciclar se tornam a premissa.
Floripa já desponta como a capital com maior índice de reciclagem, avançando na direção das metas “Lixo Zero 2030”. Isso se dá por meio da coleta seletiva de resíduos orgânicos e vidro, além da implementação de sistemas de compostagem em âmbitos individual, comunitário e institucional. Estratégias incluem sensibilização, capacitação da comunidade e suporte técnico.
Até 2030, o objetivo é desviar 90% dos resíduos orgânicos do aterro sanitário. A ampliação da rede de entrega voluntária de resíduos, somada à coleta porta a porta para quatro categorias de resíduos, demonstra esse avanço.
As metas de “Lixo Zero 2030” não só contribuirão para a redução das emissões poluentes e mitigação do impacto climático, mas também promoverão ganhos sociais, aumentando a renda gerada com a reciclagem e compostagem, prevendo um salto de R$ 8 milhões para R$ 47 milhões anualmente.
A Valorização dos Orgânicos:
A fração de orgânicos demonstrou um desempenho notável, com um aumento de 54% entre 2020 e 2021, atingindo 7.201 toneladas/ano. A descentralização e remuneração dos serviços de compostagem em 2022 proporcionaram um repasse de mais de R$ 50 mil a pátios comunitários, compostando pelo menos 175 toneladas de resíduos orgânicos.
Classificação dos resíduos:
Recicláveis secos: papel, metal, plástico e vidro. Coletados por meio da coleta seletiva.
Orgânicos: restos de alimentos, cascas de frutas, vegetais, ovos, borra de café, folhas secas e outros derivados vegetais biodegradáveis. Encaminhados para compostagem através da coleta seletiva de resíduos verdes.
Rejeitos: incluem lixo de banheiro, fitas adesivas, embalagens excessivamente sujas e papel oleoso. São direcionados para a coleta convencional.
Impactos Ambientais decorrentes da Falta de Reciclagem
Os efeitos indiretos da ausência de práticas de reciclagem em uma cidade são vastos, com a degradação ambiental emergindo como um dos mais significativos.
A faltar a coleta seletiva, toda a matéria-prima contida nos resíduos é eliminada. Isso pressiona o mercado a usar matéria-prima virgem, ou seja, explorar os recursos do meio ambiente”.
A falta de locais apropriados para que os moradores depositem seus resíduos, juntamente com os lixões nas cidades, são identificados como os principais culpados, conforme a avaliação do especialista.
Em grande parte dos municípios, a ausência de destinos apropriados para os resíduos resulta em um aumento de locais de descarte, levando os moradores a descartar lixo em qualquer lugar disponível, como cantos e atrás de muros. Essa prática, em caso de chuvas, pode ocasionar enchentes e alagamentos.
Análise de Florianópolis e Metas até 2030
As metas para 2030 visam desviar 90% dos resíduos orgânicos (como restos de cozinha, jardim e quintal) e 60% dos recicláveis secos (vidro, metal, plástico, papelão e papel) do aterro sanitário. Atualmente, a cidade obtém um retorno anual de R$ 9,9 milhões com a reciclagem.
Divulgação PMF


